Sexta-feira, 8 de Setembro de 2006
Columbofagia
Se não há para mim, não há para ninguém

Esta manhã fui vítima de uma afronta. O meu sagrado soninho foi interrompido por um casal de pombos libidinosos que decidiram acasalar violentamente contra a minha janela. Era tal o estardalhaço que tive de me levantar e tomar previdências.

Saltei para a janela e bati com grande estrondo a minha mão no vidro, mesmo na direcção da cabecita do macho fornicador! Escusado será dizer que os bichos fugiram. Aliás, fugiram tão depressa que desapareceram deixando algumas penas para trás.

Com o problema de excesso de pombos em Lisboa acho que acabei de fazer algo de interesse público e, até, de um certo grau de civismo. Em vez dos métodos questionavelmente cruéis de extermínio por envenenamento porque não impedi-los de procriar? Sem drogas nem venenos.

Estou certo de que este macho sofrerá de disfunção eréctil para o resto dos seus dias enquanto a fêmea, por sua vez, terá longos anos de Vaginismo (as aves não têm vagina, bem sei, chamar-lhe-emos cloaquismo?).


desinfectado por Jonas às 10:51
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Terça-feira, 5 de Setembro de 2006
Apontamentos de Cozinha
Sobre cozinhar nu

Cozinhar de cuecas não é uma boa ideia. Fi-lo apenas encorajado pela recém-adquirida privacidade e pelo calor pastoso que se faz sentir. Isto ainda é mais inconsequente se o cozinhado envolver algum tipo de gordura quente. Acabamos aos pulos e a contorcer-nos com os minúsculos salpicos que aterram no nosso peito, barriga e penas desprotegidas.

Praticar esta arte completamente despido é então ainda mais desmiolado, não queremos, com certeza, arranjar alguma queimadura onde não temos uma especial vontade de mostrar ao Sr. Doutor.

Um avental é recomendado para quem pretender cozinhar em pelota.


desinfectado por Jonas às 23:04
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Celsius
Dia quente, lento... tudo parece abrandar no ruído mudo da densidade do ar, pesado.

Dia de calor enjoativo, qual croissant morno com doce d'ovos...


desinfectado por Jonas às 00:59
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Segunda-feira, 4 de Setembro de 2006
O Meu Jantar

Simpático e frugal

Pois decidi partilhar o meu jantar. Não literalmente, sei que não é justo. A verdade é que não me apetece escrever sobre mais nada. Pronto!

Muito simples: um bife do pojadouro al aglio com uns legumes salteados com um fiozinho de azeite. Um belo cacho de uvas Red Globe para encerrar. Um copo de vinho tinto alentejano teria sido a melhor das companhias, não fosse o orçamento apertado não permitindo essas extravagâncias. E eu tenho o mal de não gostar de Teobar... Ah! Isto tudo não sem uma Caralhota integral, o pão tem um nome estúpido, mas enfim...

Foi este o meu jantar, simpático, frugal e até estava saboroso.

PS: À família, assim podem ver que ando a comer... Não há porque que se ralar.



desinfectado por Jonas às 23:37
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Domingo, 3 de Setembro de 2006
Conspiração #2
Uma Conspiração de Estúpidos

"Quando aparece no mundo um verdadeiro génio, é possível reconhecê-lo através deste sinal: todos os estúpidos se unem contra ele."

Jonathan Swift
Thoughts on Various Subjects, Moral and Diverting



Isto apoquenta-me.


desinfectado por Jonas às 00:46
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Sábado, 2 de Setembro de 2006
Guerra de Nervos
A Mini, a Lambreta e o Paneleirinho como armas numa guerra psicológica

Para quem não sabe a Lambreta é nada mais, nada menos, que uma Imperial servida numa taça com, sensivelmente, metade da capacidade do copo normal. Já devem imaginar o rigor necessário para dominar a arte de bem 'tirar' uma Lambreta, sem que a espuma salte toda e essas coisas. Se já a Imperial exige uma certa mestria, no caso da Lambreta a margem para o erro é menor.

Neste arsenal a arma seguinte é o Paneleirinho. A melhor forma de explicar o que é será expô-lo da seguinte forma: Assim como está a Lambreta para a Imperial, está o Paneleirinho para o Panaché (não confundir com o ditador chileno). Ou seja é a derradeira arma nesta guerra de nervos, não só temos de dosear primorosamente a relação entre a gasosa e a cerveja como se mantêm todas as preocupações já inerentes à 'tiragem de uma Lambreta'.

Existe ainda a Mini (Mine), mini-cerveja, que, por seu lado, pode ser considerada uma arma convencional, vem em grandes lotes, uniformizada.

Não podemos considerar estas formas de beber cerveja como uma 'Minor League', ou uma alternativa aos Pirolitos dos fedelhos para quem quer acompanhar os homens crescidos mas tem pouco arcaboiço para a bebida. Estes pequnenos calibres são consumidos em quantidades astronomicas e são bem capazes de grandes estragos. Não se iludam!

Explicação para isto? Os puristas da Mini, tecnicistas na arte de emborcar cerveja, garantem que dado o tempo entre o saltar da carica e o fundo virado ao contrário ser menor, o líquido se mantém à temperatura ideal e com o nível de gás apropriado. Qual Tempura japonesa em que o peixe frito ainda dá ao rabo quando chega ao prato do cliente.

A minha explicação segue a corrente belicista. Existe entre nós um certo culto da esperteza saloia, e, pelintras como somos numa tasca de qualquer esquina ou colectividade, não gostamos de estar por baixo, nunca em último lugar. Ou não gostamos de sentir que estamos quando realmente o estamos, enfim... Voltemos à tasca. Certamente não queremos negociar e colocar à prova essa não-inferioridade com o resto dos latagões embriagados que lá estão a tentar também não ser o último da cadeia. Arriscamo-nos a levar umas quantas berlaitadas e umas mãozadas no pêlo.

O que nos resta é encetar uma guerra psicológica com o taberneiro, que sempre vai aparando os golpes e madurezas de nós, chicos-espertos, com uma certa resignação própria da cultura em que o cliente tem razão. Forçamo-lo a trabalhar o máximo possível para merecer os cobres que lhe pagamos pela bebida!

Temos então à nossa disposição um pequeno mas eficaz arsenal: a Mini, a Lambreta e o Paneleirinho (também conhecido por Cento e Vinte Cinco por ser essa a capacidade do copo onde é servido, e, lá está, dá-lhe um nome mais bélico como se tratasse do calibre). Nomes patuscos para armas que têm como alvo a moral e paciência de que tem de as aviar.

Consegue imaginar-se a carga de nervos com que uma pessoa deve ficar quando um bando de bebedolas decide interromper o Dominó e ir ao balcão pedir uma rodada de Paneleirinhos? E com os bigodes ainda cheios de espuma, antes de pousar a taça, já estão a pedir outro e a pensar no próximo. "Porque não pediram um Panaché, caraças!" - pensará o taberneiro - "Raios vos partam!" (claro que talvez exista um pouco mais de vernáculo nestes desabafos...).

Assim são capazes de passar um dia inteiro, há que estabilizar o corpo etilicamente, a bomba não pode desferrar-se pois deixará de funcionar. Fazê-lo por via de Paneleirinhos é um calvário diário para qualquer taberneiro.


desinfectado por Jonas às 03:18
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