Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007
Sim, Não ou...
Após a maratona de debate de ontem na RTP parece que os movimentos pelo NÃO se colocaram numa situação insustentável. Não concordam com a pergunta. Ora não concordando com a pergunta não poderão votar NÃO e SIM não votam. Não é para estes casos que serve o voto em branco?

Excluem-se desta categoria o CDS e mais uns 'notáveis' que realmente acham que as mulheres devem ser castigadas. São, pelo menos, coerentes. E é esta a questão do referendo, deve ou não ser a mulher penalizada caso pratique um aborto fora das situações consagradas pela futura legislação?

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desinfectado por Jonas às 10:27
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Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007
Balofo
Esta noite senti-me inchado, balofo de orgulho. Estatelado no meu sofá baratucho do IKEA olhei em redor e, pela primeira vez, senti e disse para comigo:

"Esta merda é minha, toda minha!"

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desinfectado por Jonas às 11:43
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Algo Está Podre no Reino da Dinamarca
Eu não iria tão longe, pelo pivete, acho que algo está podre no Metro de Lisboa. Que fedor do diabo, em bem sei que está frio mas não custa nada um gajo lavar-se nem que seja só por baixo.

Enfim, não fora a mariazinha que vinha com aqueles sapatinhos de salto tipo agulha a viagem teria sido uma merda completa. Mas, vendo bem, também não era daquelas que levasse para casa, tinha pinta de quem ia implicar com a bolinha de cotão que tenho debaixo da cama e acabava por me tirar a pica toda.

Deixá-la ir!


desinfectado por Jonas às 11:39
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Quinta-feira, 25 de Janeiro de 2007
A Musa Suplantada
A nossa Natália de Andrade, soprano dramático de belas peças, exemplos perfeitos da obra artística pura, como O Rouxinol ou O Nosso Amor É Verde, foi completamente apagada pela sombra de um outro vulto. Florence Foster Jenkins, de seu nome, apresenta-se em toda a glória e esplendor da voz humana.

Aqui vos deixo um excerto notável. É Musical snuffbox, Op. 32 de Anatole Liadov trucidado pela soprano e pelo piano de Cosme McMoon.



Não poderia deixar de partilhar também um trio saído directamente das mais profundas entranhas do Inferno da ópera Faust de Charles Gounod. My Heart Is Overcome With Terror (pudera!) pela soprano Jenny Williams e Thomas Burns, baritono. O pianista que se dane, pouco importa!


Já alguma vez deixaram cair um xilofone pelas escadas?


desinfectado por Jonas às 12:44
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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2007
Este Estabelecimento Serve Caçadores(as), Pescadores(as) e Outros(as) Mentirosos(as)

Com o que aqui vem corro o risco de parecer um pouco reaccionário e/ou talvez até um pouco labrego, mas enfim, lá terei de me aguentar.

Mulheres e as suas modernices, já soltei por aqui e por ali, no meio de muita verborreia gratuita, umas quantas loas sarcásticas sobre o assunto. Note-se que sou pela igualdade de direitos e emancipação feminina. Tenho alguns problemas, venho do campo logo carrego uma boa dose de borreguice que tento exorcizar. Melhor: não estou completamente (longe disso, aliás) livre de preconceitos e estereótipos de macho saloio mas tento, assim que note, corrigi-los e fazer com que na minha cabecita habitem ideias menos preconcebidas e modernaças.

Estou com estas baboseiras todas a tentar não passar por nenhum carroceiro, calhando é pior. Não sei.

Muito bem. Fumar, beber, conduzir, dizer palavrões, ser independente, arranjar empregos de jeito e essas coisas todas da mulher moderna não eram novidade nenhuma para mim. Coisa nova foi outra que comecei a notar recentemente: A forma como contam histórias, ou melhor, o tipo de histórias que senhoras e meninas vão contando. São tretas cada vez mais masculinizadas, quase de tasca por vezes. Daí o título deste post. Parece que legalmente os anúncios de oferta de emprego não podem ser discriminatórios ao nível do género. Terão de assumir sempre uma forma semelhante a “Sopeira(o) precisa-se”, “Sapateiro(a)...” e etc...

Os típicos azulejos das casas de pasto por este país fora não tardarão a exibir dizeres como “Este Estabelecimento Serve Caçadores(as), Pescadores(as) e Outros(as) Mentirosos(as)” a bem da igualdade.
Ora, direitos iguais, muito bem! E se tens o direito, fá-lo! Correcto? Talvez nem tanto.

Fumar? Ok, embora faça um mal do caraças talvez seja o menor. Acredito que um cigarrinho em determinadas ocasiões como depois de uma boa refeição, uma queca (boa ou má) e sei lá mais o quê proporcione um prazer honesto que desconheço mas qualquer fumador atestará.

Contar tretas sobre o fabuloso consumo do automóvel? O tempo que se fez do Algarve a Lisboa? A carapuça que se enfiou ao agente da imobiliária que vendeu a casa? Isto é quase o tipo de coisas que um bebedolas contaria ao outro com a barrigana encostada ao balcão e com as calças caídas a mostrar o refego peludo do rabo.
Ir à tropa, tornar-se uma criatura desmiolada que berra por tudo e por nada agarrada a uma G3 ou conduzir uma Berliett? Para quê querer fazer estas coisas todas que já são sobejamente beras para qualquer macho?

Mas o que me ficou mesmo atravessado foi a questão das tretas e bazófias. Levem lá todos os direitos e mais alguns, mas usufruam, por favor, dos que são bons. E com uma nova fineza que acredito que um toque feminino sério pode trazer.

As machices também podem levar uns acertos. Ah, o que eu gosto de agarrar uma pelas ancas com força e dizer que “agora eu é que sei” e mais umas badalhoquices. Mas isto só a brincar. É isso, façamos as coisas assim: os direitozinhos todos para uns e para outros e continuemos machos e fêmeas num jogo salutar.

A história das lérias é que me tira mesmo a tusa toda.


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desinfectado por Jonas às 10:38
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Terça-feira, 16 de Janeiro de 2007
O Que Dá na Telha
Tenho tido sérias dificuldades em levar coisas até ao fim ultimamente. Coisas pequenas, até. Facto que se tem manifestado numa prometida limpeza doméstica de uma profundidade maior e prometida que não passa do WC. Ou nos livros começo, uns depois dos outros, sem terminar um que seja, vão ficando abertos ou marcados a meio até que me dê na veneta terminá-los ou devolvê-los à estante. Destes últimos talvez só uma confissão tardia de inocência, posterior ao cumprimento da pena, se tenha visto lida num relâmpago...

E outras coisas inacabadas, coisas que não quero descortinar...

E o que me deu na telha agora? Pois bem, deu-me começar a ler os Lusíadas! Ao abrir o pequeno volume vermelho que me serviu na escola constatei que apenas as três primeiras oitavas do Canto Primeiro estavam anotadas. É verdade, acho que não li nada desta porcaria no secundário. Depois dos punhetos sonetos do Senhor Zarolho (antonomásia- tal como nas anotações feitas a lápis junto do “...sábio Grego e do Troiano...”) nos anos anteriores como arranjar paciência para este supra-sumo da flatulência de “tuba canora e belicosa”? Não sei, nem consegui.

Também não sei como fui capaz de ter boas notas a Português... Poder-se-ia pensar que, para cair nas boas graças, prestasse algum tipo de favores sexuais à professora quarentona, pois do programa de leituras do secundário não li a ponta de um chavelho! Ah! Gostei de um conto ou outro do Miguel Torga que me apareceram soltos e desamparados, talvez apenas por isso, por serem coisas soltas. Cesário Verde com O Sentimento de Um Ocidental. Alguns poemas do Pessoa em Caeiro ou Álvaro de Campos (Lembras-te Shiz? Afinal não tinha saído da escola há assim tanto tempo) pelas mesmas razões. Gosto por estes últimos que vim a desenvolver mais tarde e mais incondicionalmente, mas não totalmente.

Agora, dos Livros fugi a todos sem excepção!

Abominei a Mensagem, nem o comprei! A Aparição? Ui! Outro! Ainda encetei o Frei Luís de Sousa porque talvez viesse no exame (facto que se consumou e do qual me desenvencilhei bastante bem), mas quinze linhas, no máximo... Dos Maias estava a gostar, mas a edição era bera e começou a desintegrar-se a meio. E como era um bocado grandote para a altura ficou por ler e aos pedaços. Chamemos-lhe fascículos, olha! Vim a lê-lo integralmente mais tarde, porém.

Pergunto-me agora ainda mais como consegui terminar com quinze valores, uma das melhores notas da turma. E já disse que não me fiz valer de servicinhos de qualquer natureza nem cabulei! Apanhei umas coisas do ar, sei lá. Deve ter sido como o dezoito a Francês...

A edição da Epopeia Portuga que aqui tenho já soma uns anitos, diz que é de 1972 e vem pejada de notas e notinhas. Tem até conselhos para uma leitura expressiva de José António Moniz (Arte de Dizer, 1903). Tem igualmente um questionário “...belamente ilustrado pela nossa Ex.ma colega Senhora D. Helena Abreu”. É divertido! Tem uma fitinha vermelha e outra azul.

Vamos ver até onde isto vai...

PS: Com isto tudo acabei por só ler mais meia dúzia de oitavas.


desinfectado por Jonas às 11:10
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Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2007
Notas Soltas
Como saber quando trocar a lâmina de barbear?

Quando esta começa a comportar-se como um ralador de queijo talvez seja boa ideia.

ps: Podeis desansar que não me desfigurei...



desinfectado por Jonas às 01:11
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Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2007
60 Revolutions - Gogol Bordello

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desinfectado por Jonas às 19:57
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Terça-feira, 9 de Janeiro de 2007
The Golden Treasury of Song


desinfectado por Jonas às 12:07
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